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quarta-feira, 4 de junho de 2014

JAMAIS ESQUECEREI

Figura2
Há muito tempo atrás (ou nem tanto), existia o castigo físico nas escolas. Ou seja, professores castigavam com palmatória, açoites, ou qualquer outro castigo físico àquelas crianças que desobedeciam ordens ou tinham um mal comportamento em sala de aula ou durante o recreio.
Ainda que isso fosse terrível, também deu lugar a histórias apaixonantes como a que vou contar para vocês.
Uma escola Impossível de se dar aula
Num pais distante do nosso, existia uma escolinha rural no meio das desérticas montanhas. Era um pequeno vilarejo de agricultores e criadores de gado. Nesta escolinha havia um grave problema. Nenhum professor durava ali mais de um mês. Mas não era por causa do clima, nem das distancias, nem pelo salário (que era muito bom); Qual seria a razão que impedia os professores de permanecer naquela escola? O que vocês acham?
Mas num belo dia, depois de ter ido embora o ultimo professor, chegou um novo professor. Digamos que era o quinto novo professor do ano! Era muito jovem. O pátio da escolinha estava cheio de meninos e meninas de diferentes idades que chegavam dos assentamentos
e campos vizinhos à escola.

FIGURA2                        Muitos pensam que esta escola vai fechar as suas portas. Mas nós que ela funcione muito bem. E para que uma escola funcione bem tem que ter boas leis ou normas de comportamento. E para que sejam leis fáceis de serem respeitadas serão vocês mesmos que as colocarão. Sendo assim podem levantar a mão um a um e ditar as normas da escola… Quando os conseguiremos meninos enxergaram o professor começaram a ri;
entre eles,  e a cochichar.
– Heim, Rafa você viu o pintinho despenado que ta chegando na escola?
– Esse voa hoje mesmo! Gritou outro menino.
– Tranqüilos, rapazes- respondeu Rafael, que parecia ser o líder da turma – vamos dar um pouco de tempo pra ele. Se a gente faz ele voar logo de cara, não teremos com quem nos divertir. Kkkkkkkkkkkk
O jovem professor ouvia tudo desde a sala de aula. Por fim a campainha tocou marcando o inicio das aulas. Umas cinqüenta crianças se precipitaram dentro da sala, gritando e se empurrando agressivamente. Quando todos tomaram seus assentos o professor ficou de pé na frente da sala.
– Atenção! O primeiro sermão do professor! – disse Rafa, gritando para todo mundo ouvir.
As crianças riam ate não poder mais. Mas, para surpresa de todos o professor não estava bravo, e com muita serenidade disse.
A sala estava em completo silencio. A surpresa tinha paralisado os alunos.


FIGURA 3                    Passaram alguns minutos no mais completo silencio, até que um corajoso aluno foi o primeiro a levantar a mão e disse:
– Não roubar, pro!                          – Não falar palavrões!
A turma toda logo se animou e começaram a falar as leis um após o outro.

Terminada a lista no quadro Rafa ficou em pé e gritou:
– Professor, também temos que colocar os castigos para que as leis sejam obedecidas, senão ninguém respeitará as leis!
– Com certeza Rafael! –Respondeu o professor. – Que castigo você colocaria, por exemplo, no caso de que alguém quebre a lei de “NÃO ROUBAR”?
– Dez açoites de vara com as costas nuas, professor! – Disse Rafael rapidamente.
E assim foram estabelecidos os castigos para cada desobediência.
Para espanto de todos, a escola passou a semana sem nenhum problema. As crianças queriam obedecer as suas próprias leis. Além disso, sabiam que o castigo era certo e muito doloroso. Mas um dia, quando tocou a campainha para o recreio, Rafael se levantou para pegar o lanche que tinha deixado numa caixinha na carteira atrás dele. E qual a surpresa! O lanche não estava lá, algum colega tinha pegado.
fessor. Acho que essa deve ser a primeira lei.
– Muito bem! -disse o professor escrevendo no quadro. Alguém mais?
– Não brigar

FIGURA 4                            O rosto de Rafa estava vermelho de raiva, ele apontava para a carteira e gritava com desaforo!
– Alguém roubou meu lanche! Alguém roubou meu almoço! Que a nossa lei o castigue, eu exijo que a nossa lei seja cumprida!


FIGURA 5                                   O professor com tristeza ficou de pé e disse:
– Parece que é a primeira lei quebrada. Que pena!
Logo olhando para a classe com pesar e com firmeza disse:
– Aquele que roubou o almoço de Rafael passe adiante e confesse!
Ouve um grande silencio! Ninguém pestanejava! Então o professor tomou a decisão de revistar todas as carteiras e pertences das crianças com o objetivo de achar o culpado.
Quando chegou perto da carteira de Jaime, este se jogou encima dela e dos seus objetos gritando:
– Não, não, nas minhas coisas não!

FIGURA 6                     - Levante-se Jaime! – Ordenou seriamente o professor.
Então revistou os pertences de Jaime e encontrou a caixa do lanche de Rafael. Mas a caixinha já estava vazia.
– Porque você fez isso, filho? – Perguntou o professor.
O menino chorando aos prantos respondeu:
– Eu estava com fome professor… meu pai esta embriagado a muitos dias. E hoje minha mãe não tinha nada para nos dar a comer.
– Porque você não me disse isso antes! Eu teria compartilhado o meu almoço com você! Mas agora é tarde demais! Você roubou e o castigo pela lei quebrada deve ser efetuado!
Venha para frente e tire sua camisa.
Jaime passou para frente chorando desesperado e suplicando dizia:
– Professor, não me faça tirar a camisa, por favor. Posso apanhar com a camisa? Por favor…
– Sinto muito. É parte do castigo! – disse o professor com o coração partido!
Toda a sala estava muda e alguns já estavam com os olhos cheios de lágrimas.                                                         Jaime tirou a camise e…

FIGURA 7                 Para espanto de todos, Jaime tinha o corpo coberto de feridas e hematomas, algumas cicatrizes eram antigas e outras pareciam muito recentes… além disso Jaime estava magérrimo! Dava até pra enxergar todos os seus ossinhos.
_O que é isto no seu corpo Jaime? Perguntou o professor completamente abalado.
-É que o meu pai quando chega bêbado em casa fica violento com a gente, e bate na gente! –respondeu Jaime entre soluços e pranto.
Todos estavam chorando agora! A sala inteira sentia muita misericórdia e compaixão pelo coleguinha.
O professor, então, com firmeza e os olhos cheio de lágrimas, pegou a vara, levantou a mão pra começar a aplicar o castigo pela lei quebrada quando…

FIGURA 8             Do fundo da sala se ouviu uma voz visivelmente quebrantada.
– Castigue-me a mim professor! Eu quero apanhar no lugar do Jaime! Eu pagarei pelo pecado do Jaime! Por favor, professor!
O durão do Rafa correu chorando para frente da sala e já foi abraçando o pequeno Jaime.
-Eu pagarei por você amiguinho, eu pagarei!
Então tirou a camisa e colocou as costas nuas para o professor aplicar o castigo pela lei quebrada.
Comovido, mas com firmeza o professor pegou a vara e cumpriu a lei da sala. Contou dez varadas sobre as costas de Rafa.
Rafael suportou sem nenhuma queixa, nem grito. E quando terminou o castigo em meio a um grande silencio, colocou a camiseta e voltou para sua carteira.
O professor tentava dar aula, mas era muito difícil.

FIGURA 9                    Então se ouviu uma lamentação. Jaime se levantou e correu para a carteira de Rafael e o abraçou chorando.
-Jamais esquecerei o que você fez por mim! Você pagou pelo meu castigo! Você tomou meu lugar! Ninguém nunca fez algo assim por mim! Eu serei o seu amigo para sempre!
O professor pegou um livro enorme e muito bonito e disse comovido:
– Crianças eu quero contar uma historia real de alguém que fez por nos o mesmo que Rafael fez por Jaime. Alguém que tomou o nosso lugar, alguém que pagou o nosso castigo, mas ele não somente apanhou por nós! Ele deu a sua vida, derramou o seu sangue para que nós pudéssemos ter a vida eterna, para sermos curados e vivermos em liberdade. Esta pessoa é Jesus, o filho de Deus.
Então leu na Bíblia o relato Isaías 53:5 e outros textos que falam da morte de Jesus por nós. Depois perguntou para a sala quem queria entregar a sua vida ao Senhor Jesus. E a sala inteirinha levantou a mão, todos queriam esse Deus tão misericordioso que pagou o castigo em nosso lugar.
E você amiguinho, quer entregar a sua vida ao Senhor Jesus hoje? 

NA ÁFRICA (história Missionária)
FIGURA 1              O dia estava ensolarado na África, continente belo e distante de nós, que se encontra do outro lado do Oceano Atlântico. Lugar de esplendida natureza, formada por selvas e muitos bosques.
Um garoto chamado Chako, estava voltando para a tribo onde morava por um estrito caminho do bosque. Enquanto caminhava, pensava em tudo que aprendera com a Missionária na pequena “Missão” onde recebera Jesus como seu Salvador.
Recordava que enquanto estavam sentados debaixo de uma árvore, a Missionária leu um trecho da Bíblia que dizia: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.  Chako ficou muito sério e sem palavras quando ouviu esta porção da Palavra de Deus.
_ O que esta acontecendo com você, Chako? Perguntou à missionária.
_ Mas … como posso amar a Mbula? Ele sempre debocha de mim, me bate, faz brincadeiras cruéis comigo. Quando o vejo, meu dia acaba, se não fosse crente pegaria uma foto dele e encheria de agulhas para acabar com ele. Não! Eu não posso amar a Mbula.
_ Filho… -disse a missionária, com uma doce voz- Agora você tem Jesus no coração, deve orar por Mbula, falar do amor de Jesus para ele e começar a amá-lo.
_ Eu vou tentar Missionária. Respondeu Chako, engolindo em seco.
Enquanto caminhava no estreito caminho do bosque, Chako pensava em tudo isso, quando de repente ouviu um estranho assobio que interrompeu seus pensamentos. O assobio vinha de uma árvore. Assustado, Chako pensou:
_ Que pássaro será esse?

FIGURA 2                   Chako foi seguindo o assobio, foi chegando cuidadosamente perto de uma árvore… quando de repente CRASH! Alguma coisa se quebrou debaixo dos seus pés e BRUMMMM!!
Chako caiu numa cilada, era um buraco que chegava até o pescoço, cheio de lama e lixo podre. Estava coberto com galhas e folhas, era uma cilada bem planejada.
Hahahahahahah!! – se ouviam as fortes gargalhadas de Mbula, enquanto descia da árvore.
_ Você e um verdadeiro tolo, um burro! Eu não vou à escola dos estrangeiros, mas sou mais esperto que você! Seu tolo! Hahahaha!
Sujo, todo machucado, dolorido e muito furioso Chako saiu do buraco.
_ Ah, Senhor Jesus! Como posso amar aquele sem vergonha? Ajuda-me, por favor!
Chako orava silenciosamente, até que com paciência disse para Mbula:
_  Mbula, amanhã quero que você venha comigo para a Escola Cristã da Missão. Quero que você conheça um livro muito especial que fala de…
Dizendo isto, Mbula deu meia volta e saiu muito bravo porque Chako não brigou nem fez nenhum escândalo. Ele queria se divertir vendo Chako brigar, mas não conseguiu e foi embora chateado.

FIGURA 3                   
favor, Senhor! Toma conta desta situação para mim porque eu não consigo!

FIGURA 4             Nesse preciso momento Chako escutou um Chako tinha uma cabra que era o seu orgulho, se nome era Pana. Pana dava um leitinho e queijos deliciosos para toda afamília. Além disso, Pana era amiga de Chako, ele brincava muito com ela.
Um dia Pana desapareceu… Toda família começou procurá-la, mas não encontraram nem rastos dela. Chako estava desconsolado, saiu pelo bosque para dar a última volta em procura de Pana.
Chako gritava:
_ Pana! Cadê você amiga, Pana!
Mas nada. Porém quando retornava para casa ouviu um balido:
_ Baaa… baaaa!
Ouvindo esse balido, Chako começou a perseguir esse som, e para sua surpresa chegou à casa de Mbula e a cena que viu lá não foi nada agradável.
Para seu espanto, Mbula estava erguendo uma faca para matar Pana, sua querida e companheira cabra.
_ O que você esta fazendo? Vociferou Chako, enquanto pulava encima de Mbula com muita coragem para tirar dele a faca.
Mbula ficou parado sem saber o que fazer, diante dessa situação tão constrangedora.
Chako conseguiu resgatar Pana sua querida companheira.  Colocou-a em seus braços e saiu correndo em direção da sua casa orando em voz alta:
_ Oh, meu Senhor Jesus, eu não posso amar Mbula, me ajuda, por pranto as suas costas. Chako virou e olhou espantado, era Mbula que vinha após ele chorando desconsolado!
_O que aconteceu com você agora!  Perguntou Chako.
_ E que estou com muita fome! Meus pais me abandonaram há muito tempo e não tenho o que comer… por isso decidi matar Pana, eu queria comê-la, me perdoa…
O coração cristão de Chako ficou comovido:
_ Venha comigo Mbula! Na minha casa tem uma jantinha, vamos comer juntos!
_ E será que posso dormir com vocês?  Tenho medo da noite porque fico sozinho! Disse Mbula.
_ Com certeza, venha Mbula. Disse Chako.

FIGURA 5                   E nessa noite, dentro de um lar cristão, tão diferente da sua casa, Mbula escutou por primeira vez a historia de um Deus que o amava. Ele não podia acreditar!
_ Ele me ama?
_ Sou um menino muito mau e estou cheio de maus espíritos, é impossível!
A família de Chako falou do amor incondicional de Jesus e Mbula recebeu Jesus no seu coração. Mbula pode sentir o amor de Jesus sendo derramado na sua vida. Então disse:
_Chako, algo muito bom está acontecendo comigo quero-te dizer que estou muito arrependido por tudo o que fiz com você.
Com lágrimas nos olhos disse:
_ Você me perdoa?
_ Sim, eu te perdôo em nome de Jesus!
Eles se deram um grande abraço, o milagre do grande amor de Deus tinha alcançado a Mbula.
Depois disso,  Mbula deitou e logo dormiu tranqüilo e contente.
Chako estava com o coração radiante de alegria e agradecido pelo milagre da restauração de Mbula, pelo amor que Deus havia derramado em seu coração por ele e pela vida dos Missionários, então se ajoelhou na beira de sua cama e orou:
_ Obrigado Jesus pelos missionários que nos ensinam o Verdadeiro Caminho, obrigado por me ajudar a amar a Mbula e por mudar o seu coração! Obrigado… eu te amo Jesus! Zzzzzzzzzzzzz.
Assim Chako dormiu com um coração grato e um grande sorriso no seu rosto. E a partir desse dia Chako ganhou um irmão e um grande amigo, Mbula!


O BOBO DA CORTE
Figura 1
Havia uma vez, já há muito, muito, muito tempo, num reino distante, um castelo imponente e bonito. Vivia ali uma família muito distinta: um rei, a rainha e os seus doze principezinhos, seis meninos e seis meninas.
Além disso, viviam ali muitos familiares, e também o castelo era freqüentado por ilustres visitantes. Um exército de servos mantinha o castelo limpinho, todo arrumado, ordenado e reluzente.
Cuidavam de todas as necessidades do rei, da rainha dos filhos e de todos os visitantes, e ainda sobrava tempo para passear e descansar porque cada um cumpria alegremente com as suas tarefas. No castelo reinava a paz e a obediência.
Figura 2
Mas que ninguém ache que os reis e seus filhos ficavam coçando a barriga todo o dia, não! Cada um tinha as suas responsabilidades. As crianças tinham suas tarefas diárias, alguns lavavam louça, outros varriam, outros arrumavam quartos, etc.
Os reis não queriam que os seus filhos fossem preguiçosos, e sim queriam seis responsáveis e corajosos meninos e seis submissas e encantadoras meninas.
Quando o inverno chegou, o sol se ocultava às cinco da tarde e clareava só às seis da manhã. Como as noites eram tão compridas, o rei e a rainha tinham no castelo muitos músicos e artistas para entreter as visitas nos alegres jantares oferecidos para eles.
Figura 3
Um dia chegou ao castelo um estranho homenzinho. Ele estava procurando emprego como bobo da corte (assim são chamadas as pessoas que se encarregam de divertir os reis e senhores da corte)
-Meu nome é Naoq. Disse o homenzinho para o mordomo que abriu a porta.
-Eu sei fazer de tudo: contar piadas, dançar, cantar, fazer acrobacias, sou muito engraçado!
O mordomo falou com o rei, que decidiu contratá-lo durante todo o inverno. Foi assim que o bobo da corte passou a trabalhar no castelo.
Figura 4
Nas primeiras noites deixou a todos encantados com a sua atuação. Pequenos e grandes riram tanto que ainda dormindo continuavam se ouvindo gargalhadas nos luxuosos quartos.
Mas logo, logo começou a acontecer algo muito, muito estranho.
O Bobo da corte tinha uma característica engraçada, jamais fazia o que pediam pra ele. Se alguém falava: faça alguma acrobacia. Naoq começava a cantar!
Quando pediam que cantasse, ele começava a dançar.
E quando pediam que dançasse, ele começava a contar piadas. No início todos acharam muito engraçado, mas logo começou a acontecer algo alarmante: muitos começaram a agir da mesma maneira que o Bobo da corte!
Figura 5
Primeiro os músicos. Os reis pediam um concerto de violino e eles tocavam os tambores. A rainha pediu: Amanhã quero uma música alegre porque temos um aniversário, então os músicos chegavam vestidos de preto tocando músicas muito tristes, tanto que todos terminavam chorando na festa.
No outro dia o rei pedia: Agora toquem música suave e tranqüila porque queremos conversar com os visitantes. Mas o que vocês acham que os músicos faziam?
Vestiram-se de cores estridentes e começaram a tocar seus instrumentos num som altíssimo que não dava pra ouvir nada!
Todos que estavam no castelo, tapavam os ouvidos apavorados.
-Guardas! Venham imediatamente! Disse o rei com muita raiva.
-Prendam estes homens que estão perturbando a paz do meu castelo!
Mas em lugar de prender os músicos, os guardas aplaudiam, abraçavam e davam os parabéns, pra eles!
Figura 6
-Mordomos, servos e servas! Gritava o rei: Venham aqui, por favor!
Mas que coisa mais maluca! Essa estranha peste tinha pegado em todos os servos do rei.
A rainha chorava desconsolada quando viu o estado do seu lindo castelo. Todos, do mordomo até o jardineiro, em lugar de obedecer começaram a brincar, a descansar, outros saiam a passear.
A terrível e estranha peste estava por todo lugar. Os cozinheiros no café da manha serviam sopa, e na hora do almoço chá com bolachas!
As empregadas na hora de limpar tiravam um cochilo, e na hora de dormir faziam muita bagunça e ninguém no castelo conseguia dormir.
Colocavam os moveis de cabeça pra baixo, arrumavam à cama quando as pessoas ainda estavam dormindo. Ninguém obedecia, era um caos. Até as plantas do castelo se contagiaram.
-Oh, meu rei! Reclamava o jardineiro:Plantei batatas e nasceram girassóis! Plantei espinafre e nasceu melancia!
Figura 7
Essa peste pegou também nos filhos do rei, eles ficaram totalmente insuportáveis! Não obedeciam mais a os seus pais nem aos seus professores! Todos eles abandonaram as suas responsabilidades.
Agora ninguém limpava nem ordenava nada. As crianças riscavam as paredes, brigavam, não dormiam quando os seus pais mandavam, não queiram ir à escola, não estudavam e nem banho queriam tomar. Eles faziam o que queriam!
Os visitantes do castelo ao ver essa doença saíram apavorados, mas tiveram que ir a pé, porque nem os cavalos queriam obedecer, eles deitavam-se, ou pulavam dando chutes.
Assim o castelo que tinha sido tão feliz e pacífico se transformou em um tormento, cheio de prantos, gritos, sujeira, desordem e desobediência!
O rei e a rainha estavam desconsolados! Todos os habitantes do reino diziam:
-O castelo esta amaldiçoado!
O único que parecia feliz neste ambiente de terror era o Bobo da Corte “Naoq”. Ele ficava rindo e desfrutando da desordem reinando no castelo.
Figura 8
Depois de uns dias, o rei e a rainha decidiram procurar ajuda a um médico amigo da família que era muito sábio e experiente. O sábio médico consultou cada pessoa do castelo que estava infectada com essa terrível doença. Depois de examinar todos, chamou o rei e a rainha e disse:
-Amados, rei e rainha, a questão é simples, chamem ao Bobo da Corte, por favor!
Quando o Bobo chegou o médico vociferou, ou seja, clamou, bradou:
-Agora, você enganador, diga a sua majestade o seu nome completo!
Tremendo de medo o Bobo da Corte confessou:
-Meu nome é NAOQ…    NAOQUERO e meu sobrenome é REBELDES
-Este delinquente, apontou o sábio médico, é o responsável pelo desastre que aconteceu no castelo. Este homem chamado NAOQUERO REBELDES, transmite uma contagiosa e terrível doença chamada de DESOBEDIENTITES AGUDA. Esta doença destrói vidas e lares por onde se espalha.
-Mas agora, aquele que quiser meu remédio, o livrarei desta peste, e também se sua majestade me permite junto poderemos expulsar o criminoso.
O rei e a rainha choravam da emoção! Eles chamaram toda a família e todos os habitantes do reino que estavam contagiados e deram as boas novas. Todos, um a um foram curados pelo sábio médico e depois, entre todos, pegaram o Bobo da Corte pelos pés e as mãos e o jogaram pelos ares bem longe do reino e do castelo.
Assim, o amor, a obediência e a paz voltaram a reinar no Castelo.
- Ah, estava me esquecendo! O rei e a rainha querem deixar um recadinho aqui:
“O Bobo da Corte, Naoq continua andando por aí! Cuidado crianças, não permitam que entrem nas suas casas. E se por algum motivo já entrou, não se apavorem, há uma saída, chamem o médico sábio, o Senhor Jesus, para libertá-los dessa peste e desse malvado”



                                                            













O MENINO DO BARRIL

NESTA HISTÓRIA TAMBÉM É APRESENTADO O LIVRO SEM PALAVRAS, ENTÃO NA MEDIA QUE VAI CONTANDO COLOQUE TAMBÉM AS CORES PARA APRESENTAR O PLANO EVANGELISTICO AOS PEQUENOS.

 

FIGURA 1

No centro de uma grande cidade, vivia um menino chamado Barnabé. Era pobre vivia sempre com fome e não sabia o que era ser amado por alguém. Seu pai e sua mãe haviam sido pessoas muito más e devido à vida que levavam foram cedo para a sepultura. O único lar que Barnabé conhecia foi um grande barril colocado atrás de uma das grandes lojas. Ele era conhecido como o menino do barril.

 

FIGURA 2

Durante o dia Barnabé vendia jornais nas ruas de mais movimento, conseguindo somente o dinheiro necessário para satisfazer parcialmente sua fome. Quando chegava a noite ia para o barril, encolhia-se sobre um velho casaco e tentava esquecer-se de que estava sozinho, com frio e com fome.

 

FIGURA 3

Era uma noite de inverno, quando vagava ao longe de uma rua sombria olhando os objetos colocados nas vitrines das lojas… Ouviu os suaves acordes de uma música. Acompanhando esse som, foi ter no edifício de uma loja que estava repleta de luz. Na janela ele viu estas palavras: “Missão Evangélica” Seja bem-vindos Pensando que tal vez estivesse quente lá dentro…
Abriu um pouco a porta e avistou e avistou uma senhora simpática em pé diante de um grande auditório cantando: Por mim morreu Jesus… Penetrou furtivamente através da porta e encontrou lugar no último banco. Logo em seguida um homem de olhar bondoso dirigiu-se para frente, falou as pessoas presentes e leu em voz alta num livro ao qual chamava: A preciosa palavra de Deus.

 

FOLHA PRETA

Disse-lhes que seus corações estavam cheios de pecado porque a Bíblia diz que… Barnabé ouviu e prestou atenção a tudo que ouviu. Ler a Bíblia em Romanos 3:23
(preta ou suja) (Falar do pecado)

O homem apresentou o caminho da salvação de modo tão simples e claro que no fim do trabalho quando fez o apelo, muitas pessoas vieram a frente desejosas de aceitar Jesus como seu Salvador. Entre esse grupo de pessoas despercebido por muitos, estava o pequeno Barnabé.

 

FIGURA 4

Acabado o culto o pastor  sentou com Barnabe. Explicou que a unica maneira de ter um coração branquinho era pedir para Jesus lavar o seu coração com o Seu sangue. Pois Jesus tinha morrido em nosso lugar, ele tinha pagado por todos os nosso pecados.

 

FOLHA VERMELHA (FALAR DO SANGUE DE JESUS)

Barnabé ficou emocionado com o amor de Jesus e também muito arrependido pelos seus pecados e então reconheceu que era pecador e quis que o maravilhoso Salvador tornasse o seu coração branco como a neve e o salvasse, pois assim ele iria viver no céu com Jesus.

 

FOLHA BRANCA

O coração de Barnabé ficou branquinho, todo limpinho. O pastor falou-lhe mais coisas a respeito de Jesus e Barnabé aceitou Jesus como seu único Salvador. Depois o homem lhe deu um pequeno evangelho de João e ele voltou para o barril. Daquele dia em diante, Barnabé foi um menino completamente diferente.
Seu coração agora brilhava, Barnabé abriu seu coraçãozinho, e, Cristo entrou.
Fazia com que todos com quem se encontrava vissem a luz de Jesus brilhar em seu coração. Barnabé agora tinha um novo coração, Jesus havia limpado todo seu coração
.

 

FIGURA 5

Chegando o inverno, Barnabé tremia de frio porque não tinha roupas com que se aquecer. A noite no seu barril, sentia muito frio, e, finalmente adoeceu gravemente. Ficou tão mal que não podia sair do seu barril permanecendo lá deitado, sofrendo muito e soluçando.
Um dia um guarda passava por aquele beco, ouviu os soluços e chegando até o barril achou o doentizinho, tomou em seus braços e levou-o para o hospital de uma grande cidade, onde o levaram e deitaram-no em um leito macio entre lençóis e cobertores quentes.

 

FIGURA 6

Deram-lhe alimentos quentes e deliciosos e ficaram vigiando até que ele adormecesse. No dia seguinte quando os enfermeiros perguntaram se ele queria alguma coisa, pediu que lhe trouxessem uma bíblia e lessem qualquer coisa a respeito do Senhor Jesus, que morrera por ele. As enfermeiras que não eram salvas e não amava ao Senhor Jesus, não satisfizeram Barnabé. Quando o médico veio vê-lo já bem tarde, achou-o muito fraco e viu que não teria muitos dias de vida. Então o médico e as enfermeiras que já gostavam dele e sabiam que ele não viveria…
Então uma enfermeira tomou a mão de Barnabé e orou com ele, do jeito que podia, entregando essa situação a Jesus, pedindo para que a presença do Senhor enche-se aquele lugar. Barnabé que já era filho de Deus abriu um lindo sorriso, parecia que alguém estava falando com ele. A paz e o amor de Deus inundou aquele lugar, todos podiam sentir.

 

FIGURA 7

Barnabé morreu naquela noite, mas foi morar com aquele que pagou tudo por ele.
FOLHA AMARELA ( Falar do céu)

 

FIGURA 8

Encontrou também uma linda coroa que estava preparada para ele. Era a coroa da alma vencedora.
Barnabé tinha o seu nome escrito no “O Livro da Vida” porque confiara a sua vida a Jesus.

 

FIGURA 9

Lá ele viu ainda a brilhante Estrela da Manhã… – O Senhor Jesus, que com os seus braços abertos vinha para abraçá-lo e consolá-lo.
Barnabé nunca teria chegado ao céu se o bom pastor não houvesse procurado quando era cordeirinho e pecador, tornando seu coração branco como a neve.
(Fazer o apelo)




PEDRINHO, UM MISSIONÁRIO.

FIGURA 1

Pedrinho era um menino muito especial, pois todas as vezes que seu pai viajava quase sempre ele ia junto. O pai de Pedrinho falava:
-Pedrinho! Arrume as suas malas que vamos fazer outra viagem.
-Oba! Que legal! – diz Pedrinho com um sorriso bem aberto – Papai, pra onde nós vamos?
– Nós vamos fazer uma visita ao missionário que trabalha na Tailândia.

FIGURA 2

Chegando à Tailândia, o missionário os está esperando no aeroporto.
– Papai olha o tanto de carros. Eu nunca vi tantos carros juntos assim!
– É verdade Pedrinho! Aqui é assim mesmo, quase não dá para andar de tanto carros.
  Pedrinho estava super contente com a viagem, porém estava confuso em ver tantos carros e casas juntinhas e pequeninas. Pedrinho, seu pai e o missionário entraram numa 
casa onde a missionária fazia evangelismo.

FIGURA 3

- Papai, por que tantas crianças assim juntas?
– Elas estão aqui porque não têm casas.
– E seus pais?
– Filho, depois você me faz estas perguntas.
Até o pai de Pedrinho já estava confuso em ver tantas crianças juntas. De longe Pedrinho vê uma criança que estava muito doente.

FIGURA 4

Ele chega perto dela e pode ver a tristeza daquela criança, sozinha, doente e sem os seus pais. Pedrinho olha para os lados e percebe que o lugar estava sujo, não tinha pessoas suficientes para ajudar aquelas crianças e a única coisa que podia fazer era dar seu lanche para ela.
– Você quer meu lanche? A criança não entendia a língua de Pedrinho. -Toma! (Pedrinho tira o lanche e dá para criança doente).
O pai chega e diz:
-Vamos, meu filho, está na hora de voltar.
Pedrinho sai e nem fica sabendo o nome da criança.No caminho de volta o menino não dá nenhuma palavra.Todos estavam tristes em ver aquelas crianças sozinhas e doentes naquele lugar.

FIGURA 5

- Papai por que todas aquelas crianças estão sozinhas?
– Os pais de algumas morreram, outras foram abandonadas e algumas estão em tratamento.
Pedrinho não podia pensar em outra coisa a não ser nas crianças daquele lugar.
– Papai, o que podemos fazer por aquelas crianças?
-Não podemos fazer nada!
Pedrinho ficou indignado com seu pai e com a situação.
– Filho, vai dormir que amanhã vamos viajar…
– Boa noite, papai.

FIGURA 6

Pedrinho antes de dormir intercede pelas crianças com o coração muito comovido: Senhor Deus, eu lhe peço que ajude aquelas crianças enfermas. Que o Senhor as cure de toda doença e que a sua paz esteja com elas. Em nome de Jesus. Amém!
No dia seguinte Pedrinho tem uma ideia e comunica no café da manhã.

 

FIGURA 7

- Papai sabe o que podemos fazer? Vamos falar das crianças em nossa igreja e descobrir quem quer vir a Tailândia ajudar a cuidar delas. Vamos falar de tudo que vimos aqui e pedir a Deus mais pessoas para vir trabalhar. E quando eu crescer, pai, vou ser um missionário aqui.
- Muito bem, meu filho vêjo que você aproveitou bem a sua viagem. Agora vamos que já estamos atrasados, temos que voltar ao Brasil.
- Outra coisa papai: Eu quero dar minha mesada para os missionários que estão trabalhando aqui todos os meses quero contribuir.
-Muito bem meu filho, a junta de Missões tem um programa de adoção missionária. Você pode adotar um missionário e ser um missionário sustentador e, desse jeito, contribuir para a obra missionária.
-Legal, pai, assim eu vou poder contribuir, orar e, quando crescer, ser um missionário.
– Isto mesmo, meu filho, estou orgulhoso de sua decisão.
Depois daquela viagem Pedrinho sempre contribuía, orava e lembrava-se daquelas crianças. Ele sempre pensava nelas porque nunca tinha visto algo igual. Eram tanto sofrimento, tantas crianças sem pais, sozinhas e doentes. Pedrinho aprendeu que Jesus quer ajudar os que não têm paz e que ele também pode orar e fazer algo por aqueles que sofrem.
Extraído da Revista Crianças e Missões
UM MILAGRE PARA MAGDA
FIGURA 1
Um carrinho de latão com duas rodas, levava a cada manhã, Magda para recolher os papelões, latinhas e garrafas que achava na rua.
Seu irmão, que era mais novo, a acompanhava para cuidar do carrinho enquanto Magda entrava nas lojas para pedir esmolas e caixas de papelão.

FIGURA 2
Os supermercados eram os seus favoritos, porque quando chegava perto da saída aproveitava a oportunidade e roubava alguma guloseima das prateleiras próximas da porta.
Na rua Magda aprendeu muitas coisas: a fumar as bitucas que encontrava jogadas no chão, a brigar com os outros, que assim como ela, juntavam papelões e garrafas. Também aprendeu a correr, fugindo dos cachorros que a perseguiam para atacá-la.
Ainda que morasse com seu pai e a sua mãe, ela convivia pouco com eles. Eles quase não paravam em casa. E quando se encontravam ninguém se preocupava com o outro. Nem sempre havia comida para todos e por muitas vezes eles iam para a cama dormir somente com uma xícara de chá no estômago.

FIGURA 3
Na escola, Magda era uma visitante, já que faltava mais do que assistia as aulas. Tampouco gostava de ir, pois as outras crianças a rejeitavam porque Magda era briguenta e batia em todos. Também porque quando ela gostava de algo que os seus colegas tinham, logo roubava.
A vida de Magda se passava entre a ignorância e a rejeição das pessoas próximas.
Um sábado pela manhã, como tantos outros, tomou o seu carrinho e junto ao seu irmão saíram para catar papelões e garrafas.  Depois de atravessar a avenida, andaram mais dois quarteirões e na pracinha do bairro viram um grupo de crianças brincando, dirigidas por uma professora. Lentamente se aproximaram quase escondidos, para não serem vistos.
Mas uma Tia os viu e convidou-os para participar.
Um “NÃO” cheio de medo saiu da boca de Magda. E um “SIM!” entusiasmado saiu da boca do irmãozinho. Mas como Magda era a mais velha, se fazia o que ela ordenava. Então os dois ficaram num canto olhando.
Depois das brincadeiras todos se assentaram em círculo e começaram a cantar. De longe os irmãozinhos ouviam as letras ainda que não entendesse bem do que se tratava.
Quando a música parou a professora tirou umas ilustrações e começou a explicar algo para as crianças. De onde estavam os irmãos não conseguiam ouvir nada, então Magda deu um forte tapa nas costas do mano e disse:  
-“Vamos perto das crianças que não dá pra ouvir nada!”
Magda, seu irmão e o carrinho foram se aproximando lentamente e em silencio para não chamar a atenção.
Outra professora veio, deu um beijo neles, os convidou para sentarem junto aos outros e disse: Bem vindos! Não se preocupem, eu cuido do carrinho!

FIGURA 4
Magda estava surpresa, havia muito tempo que ninguém a cumprimentava com tanto carinho e muito menos com um beijo.
Um livro grande com páginas coloridas prendeu a sua atenção.
A professora começou a dizer: A página amarela nos lembra do amor que Deus tem por cada um de nós. Ele nos deu de presente o sol, as plantas, os animais, e nos deu a vida, por isso ele nos ama do jeito que a gente é… sem importar a idade, a cor do cabelo e da pele, se somos altos ou baixinhos.
Magda pensava: Tenho certeza de que Ele não gosta de mim, porque eu brigo, fumo e roubo….
A professora continuou e mostrou a página preta. Esta parte do livro nos lembra as coisas más que fazemos. Deus as chama de PECADO e essas coisas nos separam dEle.
Mas Ele continua nos amando mesmo assim! Deus rejeita o pecado, mas ama ao pecador!
-Eu não acredito! É impossível que alguém me ame do jeito que eu sou! Pensava Magda.
…Jesus o Filho de Deus, que nunca cometeu um pecado, morreu na cruz em nosso lugar para pagar o preço do pecado que cometemos. Porque o salário de pecado é a morte. Por isso esta página vermelha nos lembra que Jesus morreu e derramou o seu sangue por amor a nós– continuava a professora.
Magda já não conseguia dizer mais nada, ela estava curiosa para ver que segredo continham as próximas páginas.
A cor branca, continuou a tia, nos fala de uma vida nova e limpa, sem pecado, que Deus oferece a todas as pessoas que acreditam que Jesus morreu por elas. E as pessoas que se arrependem dos seus pecados, recebem Jesus como salvador das suas vidas. Somente devemos falar com Deus dizendo isto.
Eu faço um convite para vocês:
Todos os que querem receber Jesus orem comigo.

 FIGURA 5
compreendeu que essa era uma oportunidade para ter uma vida nova com Jesus no coração e não quis desperdiçá-la, por isso se ajoelhou, abaixou a cabeça e orou junto com outras crianças.
“Deus, eu acredito que Jesus morreu por mim na cruz do calvário. Eu me arrependo de todos os pecados que cometi e te peço perdão por eles. Eu quero receber Jesus dentro do meu coração como o Salvador da minha vida e me tornar assim uma filha de Deus. Em nome de Jesus. Amem”.
A professora explicou para todos que agora eram filhos de Deus e que tinham acabado de receber a vida eterna como presente de Deus. E que poderiam crescer em Deus, por isso a cor verde que faltava na lição falava de crescimento espiritual. Orar todos os dias, congregar numa igreja e ler a bíblia nos ajudam a crescer igual uma planta bem regada e cuidada!
Quando terminou a pequena reunião bíblica de crianças, Magda voltou para o seu trabalho, juntou muitos papelões e garrafas. Mas quando passou pelas prateleiras dos doces do supermercado ela olhou, mas não roubou nada. 
Já não queria mais roubar, nem brigar, nem fumar, nem fazer coisas que a distanciassem de Deus.
Tudo era diferente agora, Magda era uma filha do amado Deus e queria viver uma vida que o agradasse.

FIGURA 6
Na segunda-feira foi na escola, e para surpresa de todos, não bateu em ninguém, e ainda ajudou a uma coleguinha a juntar os lápis que haviam caído ao chão e não roubou nada. Magda não era mais a mesma, Deus havia operado um milagre, a salvara e a tornara a sua filha para sempre. Diferente para sempre…


 

WILLIAM, O MENINO DE RUA.

Quando William tinha cinco anos, podia ser achado descalço, morto de fome e frio, mendigando pelas ruas de Glasgow, na Escócia. Às vezes ganhava algo, outras vezes ficava com fome. Ele chegava a passar dois dias sem comer nada. Ainda que fosse muito pequeno, ele já se perguntava: “Por que será que as pessoas não entendem que estou com muita fome?”

Quando William fez seis anos e meio, começou a trabalhar numa fábrica. Ali trabalhava doze horas diárias!… e ganhava um xelim (Algo assim como 5 centavos) por semana.
E assim continuou a sua vida cheia de pesares, fome e frio. Quando completou os dezessete anos, alguém falou para ele do 
amor  de Jesus. William abriu o seu coração e convidou Jesus para morar nele. A partir daquele momento William achou tanta paz e tanto amor que nasceu no seu coração o desejo fervoroso de servir a Jesus e assim falar àoutras pessoas desse amoroso Salvador. Passado algum tempo, William encontrou um emprego melhor, formou uma linda família e adquiriu uma confortável casa. Mas, cada vez que via uma criança mendigando nas ruas lembrava da sua infância e um aperto surgia no seu coração. Então começou a orar por eles, a trabalhar e a construir lares para receber e cuidar dessas crianças abandonadas. Deus prosperou a sua fé e graças ao seu grande amor, William Quarrier, chegou a ser o grande fundador dos famosos Lares para Crianças Órfãs da Escócia.
Não importa o nosso passado, o quanto sofremos, Deus pode e 
quer usar a nossa vida para falarmos do Seu amor.
“Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas” Marcos 16:15








Eu, o menino e o cachorro


E eu só reclamava da vida...
reclamava da noite porque eu não dormia,
reclamava do dia porque eu sofria,
reclamava do frio que me gelava a alma,
reclamava do calor que me atirava ao desânimo.

Para tudo e para todos eu tinha uma resposta,
para a minha derrota eu sempre tinha um culpado,
para o meu desamor sempre tinha um "alguém",
para tudo uma reclamação,
eu era o próprio azedume

Ai de quem me criticasse,
que apontasse o erro que eu não enxergava,
para tudo tinha que haver um culpado,
eu era a vítima do sistema, das pessoas, do mundo,
eu sempre fui traído, enganado, sofrido...

Carregava aquela cruz pesada de ódio,
e eu só reclamava da vida,
seja de noite, seja de dia.

Até que um dia, um menino, desses meninos de rua,me pediu uma ajuda, e eu já estava pronto para ofendê-lo,
quando ele pegou na minha mão e arrastou-me,
se é que um menino tão pequeno teria essa força.
No canto da rua ele me mostrou um cachorro muito sujo,
que estava com a pata como que quebrada e cheio de feridas.
O menino puxou a minha mão e fez chegar perto do cachorro.
Ele olhava pra mim e depois para o cachorro,
e falou numa voz que eu não consigo esquecer:
- Moço, sara ele pra mim! é o meu melhor amigo.

Não sei porque e nem quero saber,
mas eu não aguentei e chorei...
Chorei como criança, como quem abre uma torneira,
como se uma porta que estava fechada
há muito tempo dentro de mim,
se abrisse escancaradamente...

O menino não entendeu o meu choro e perguntou:
- Ele vai morrer moço? è grave assim...

Despertei do meu choro e agarrei aquele cachorro com muito cuidado.
Levei-o até a minha casa, poucos quarteirões dali,
e tratei daquele cachorro como se fosse um filho,
e o menino, que vivia pelas ruas,
foi ficando, e cuidou de mim,
curou minhas feridas,
antes mesmo de eu curar as feridas do cachorro.

Hoje, não reclamo mais de nada,
tudo para mim tem um sentido,
tudo é perfeito, até o que dá errado.
Faz 16 anos que o menino de rua pegou na minha mão,
mudou a minha vida, transformou esse ser.
Mostrou-me o caminho do amor,
amor que restaura, cura, seca feridas, renova,
traz esperança, e esperança é o nome do amor.

E esse menino, que hoje me chama de pai,
destranca portas e janelas da minha alma todos os dias,
quando segura na minha mão e me agradece por cada coisa tão pequena,
os banhos, as roupas, a comida, a escola, a adoção,
coisas que muita gente tem e não dá nenhum valor,
ele me recompensa com carinho e dedicação.

Hoje é a sua formatura, e eu nem sei o que dizer,
sou grato a Deus por ele entrar na minha vida,
por quebrantar meu coração,
e não largar mais a minha mão.

Hoje eu bendigo a vida.
Valorize a sua vida, preencha-a com o amor.


Por Paulo Roberto Gaefke
Recebi esta mensagem em meu e-mail e tive o desejo de compartilhar. 
É sempre bom refletir.

sexta-feira, 30 de maio de 2014


MISSÕES NA EBD
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM PERNAMBUCO
SUPERINTENDÊNCIA DAS ESCOLAS BÍBLICAS DOMINICAIS
DEPARTAMENTO INFANTO-JUVENIL


FORMAÇÃO CONTINUADA – AGOSTO 2012
MISSÕES NA EBD







“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
(Marcos 16.15)


Missões continua sendo a principal tarefa da igreja (Mateus 28.19). O Departamento Infanto-Juvenil não pode se omitir diante da grande “seara infantil”. Todos são convocados a cumprir a ordem dada por Jesus em anunciar as boas novas da salvação!
O desejo de Deus é que o mundo seja evangelizado! Para isso, faz-se necessário transmitir a visão de que agora a criança faz parte da igreja do Senhor e como cristã precisa aprender a Palavra de Deus, ter uma vida de oração e desenvolver um comportamento que reflita a sua nova vida em Cristo (Cl 1.10). A forma mais eficiente de mostrar que somos novas criaturas é através do nosso comportamento e do nosso serviço (II Co 5.17).


I - EU POSSO FAZER MISSÕES
Muitas vezes ao ensinar Missões as nossas crianças, falamos apenas das coisas que são fáceis de se observar em outra cultura, como: língua, vestimenta, comida.... Precisamos levar as crianças a verem o mundo através das “lentes de Deus”. Precisamos orientá-las de que estas pessoas vivem no pecado e se não forem alcançadas com a salvação em Jesus, terão uma vida eterna longe de Deus. É preciso que a criança conheça os benefícios do céu. E se sensibilize pelas almas dos perdidos. Elas precisam amar estas pessoas e desejar alcançá-las com a Salvação. O sentimento é de urgência em motivar as crianças a se interessarem por missões, pois não acreditamos que elas precisem esperar até 30 ou 40 anos de idade para fazer uma grande contribuição para o Reino de Deus - Evangelizar.
II - UMA MISSÃO NOVA
A criança salva aprecia conhecer o plano de Deus para a sua vida e, como orientadores cristãos, temos o grande privilégio em transmitir-lhes informações dotrabalho missionário desafiando-a para se envolver plenamente com missões.




3.1 O que é missão?
É uma tarefa específica, e como filhos de Deus, somos comissionados a comunicar a sua mensagem aos que não a conhecem (Jo 20.21).
O Senhor Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a Mim, antes eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos e vosso fruto permaneça” – (Jo 15:16).
A criança salva tem a vida inteira para servir ao Senhor, e sendo bem orientada, cedo poderá participar do plano de Deus para a salvação da humanidade.
3.2 Base Bíblica
Porque todo aquele que invocar o Senhor, será salvo. Como porém, invocarão aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10: 13,14).
É tempo de conscientizar as nossas crianças da obra que Deus nos confia em falar de Jesus aproveitando todas as oportunidades.


IV - VISÃO MISSIONÁRIA DA CRIANÇA
Devemos ver cada aluno da EBD como instrumento para Deus usar. A criança salva precisa de ensinamentos para o seu crescimento espiritual e para a participação no serviço de Deus.
A nossa tarefa é envolver os alunos no serviço cristão, vendo nele um missionário em potencial, e por isso, devemos encaminhá-lo agora para uma vida de consagração, intercessão e contribuição para a visão missionária (II Co 9.7).


4.1 CONSAGRAÇÃO: (separação exclusiva, neste caso, para Deus) – (Rm 12.2;2 Tm 2.21). Ensine (At 1.8) para seus alunos:
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo...”
A criança salva tem o Espírito Santo (I Co 3:16) que lhe dá capacidade para servir ao Senhor (I Co 3:5);
“e sereis minhas testemunhas...”
Ser testemunha é dar a vida, como mártir, para o Senhor usar como Lhe aprouver, pois Ele tem um plano perfeito para Seus filhos; é Ele que chama os obreiros, como por Ex.: Abraão –(Gn 12:1; Jeremias – Jr 1:5-9; Paulo – GI 1:15)...
4.2 INTERCESSÃO: (falar em favor de alguém) – (Is 56:16; Ez 22:30).
Ensine a criança salva a orar pelas almas perdidas, quer estejam perto ou distantes dela.
Use textos para explicar a seus alunos como ser um intercessor;
Orar em conjunto, concordando com o outro: (Mt 18:19,20);
Orar em nome (autoridade) de Jesus: (Jo 14:13,14);


Orar segundo a vontade de Deus: (1 Jo 5:14,15 - Pois não é da Sua vontade que ninguém pereça : Mt 18:14,1 Tm 2:4,2, Pe 3:9).


V - OS RESULTADOS DO ENSINO SOBRE MISSÕES


· A próxima geração será informada e inspirada (Salmos 78:7-8);
· Crianças, jovens e adultos serão consagradas ao Senhor para o serviço missionário;
· Crianças terão a visão e o amor por aqueles que estão perdidos no pecado e que não conhecem o Senhor Jesus Cristo;
· A criança começará desde cedo a compartilhar a Mensagem da Salvação com outros;
· Através de sua participação em Missões, a criança crescerá espiritualmente.


VI - COMO PLANEJAR O CURRÍCULO SOBRE MISSÕES
· Em projetos missionários na EBD, use lições que poderão desafiar a criança salva a falar de Jesus. A Bíblia é rica em histórias que ensina consagração (Jesus, Barnabé, Tiago, Paulo, entre outros);
· Adquira em seu currículo histórias missionárias em capítulos ou não (Se possível, escolha uma história missionária relacionada ao país que o missionário representa ou trabalha);
· Separe tempo em cada aula da EBD para interceder pelos missionários;
· Prepare cartazes com fotografias dos missionários da igreja, suas famílias, seu lugar de evangelização, seu trabalho, país onde está servindo, assim como notícias e assuntos para oração;
· Use cânticos missionários;
· Deixe as crianças procurarem materiais utilizáveis sobre o tema;
· Leia biografias dos missionários;
· Contribua sistematicamente para a obra missionária;
· Possua uma boa biblioteca sobre missões.


VII - RECURSOS PARA APRESENTAR O MOMENTO MISSIONÁRIO NA EBD
· Projetos orientados pela SEBD;
· Mapas;
· Correio Missionário;
· Pescaria Missionária;
· Versículos visualizados sobre missões;
· Cânticos;
· Painel Missionário;
· Apresentações Missionárias;
· Atinja o alvo;
· Dinâmicas para trabalhar o interesse por missões.





















DINAMICA
Prepare e distribua para algumas pessoas, no inicio do culto.


·32 papeis marrom ou preto 50% pessoas que não conhecem a Jesus e não tem quem fale nele
·15 papéis verde – pessoas que não conhecem Jesus mas, tem condições de ouvir
·15 papeis azuis – cristãos
·2 papéis branco escrito cv cristão de verdade


Imagine que nós aqui somos o mundo inteiro.
Quem tiver papel marrom fique em pé representando as pessoas do mundo inteiro que nunca ouviram falar de Jesus de sua salvação e do céu preparado para os salvos. Há um grande problema, pois não existe ninguém que more perto de vocês para lhes falar de Jesus. Não há bíblias escritas em suas línguas. Vocês são muitos e poderão morrer sim deus se ninguém for até onde vocês estão para falar de Jesus (podem sentar)
Quem tem o papel verde fique em pé. Vocês são a parte daqueles que também não são salvos, mas já ouviram falar do amor de deus e da salvação em Jesus através da televisão, rádio ......vocês podem ir a igreja pois existem igrejas perto de vocês .
São como nossos familiares, colegas, amigos de escola, trabalho vizinho que ainda não aceitaram Jesus mas elas podem fazer isso se quiserem ( podem sentar)
Agora o papel azul se levante. Vocês representam os que fazem de conta que conhecem a Jesus e a palavra de deus, até vão a igreja porque estão acostumados, leem a bíblia só por ler (quando leem) não deixam de fazer as coisas erradas que sabem que desagradam a deus (podem sentar)
Só falta um tipo de pessoa. Quem tem o papel branco escrito cv fique de pé também vocês representam os crentes de verdade. São pessoas que conhecem e amam a Jesus. Falam de Jesus e querem que outros também venham conhecê-lo. Se sentem responsáveis pelas almas perdida mas... Vocês são muito poucos (podem sentar).
Muitos não sabem quem é Jesus e não ficarão sabendo se alguém não sair do seu lugar e for até lá para falar para ele, são também muitas pessoas que não conhecem a Jesus mas têm condições de conhecê-lo, mas tão poucas as pessoas que falam de Jesus.
O próprio Jesus um dia falou: Orai ao Pai para que envie mais trabalhadores para falar do seu amor, pois são poucos e o campo está preparado para a colheita.
Disse Jesus
A quem enviarei Quem há de ir por nós? Isaias responde Eis me aqui Senhor, eu vou!
Se você não pode ir ainda pode fazer 4 coisas.


1 – Falar de Jesus para amigos e família.
2 – Procurar conhecer mais sobre missões e os países que necessitam de missionários.
3 – Orar pelos Missionários.
4 – Participar do sustento financeiro dos que estão nos campos.

Como fazer um Porta-lápis para sua Turma ?!

Postado por Tia Pri Evangelismo Infantil em domingo, janeiro 22, 2012 Em: Ideias

Um Lindo porta-lápis para sua turma, com MOLDE incluso em EVA.
Vamos aprender a fazer alguns  porta-lápis com caixas, eles são simples de fazer e muito
úteis para ocasiões em que as crianças precisam dividir os lápis, pois como a abertura da
caixa é bem grande fica fácil para manusear escolhendo a cor desejada sem o perigo de
estar derrubando o porta - lápis, e até os lápis menores podem ser encontrados com facilidade.

Além de tudo são tão charmosos que acabam decorando a sala de aula.

Material: 
escolha a caixa de tamanho desejado, as caixas de leite ou de
sapatos infantis tem um tamanho excelente;
  • Retalhos de e.v.a. colorido;
  • Cola quente ou cola de contato;
  • Régua;
  • Tesoura ou estilete;
  • Lápis de escrever ou palito para marcar os traços;
  • Opcionais:  canetinha permanente, giz de cera, e olhinhos de plástico.

1º Passo 

Corte a caixa na altura desejada, recomendamos 0,5 cm de altura, risque bem os quatro
lados na medida certa e recorte. No caso da caixa de leite prenda aquelas pontas que
ficam abertas (onde cortamos para sair o leite) com fita crepe para dar a forma certa a caixa.



2º Passo 

Tire a medida da caixa, altura e largura de cada lateral. Some as quatro laterais.
Corte uma tira de EVA com  medida da altura vezes a soma da largura. Por exemplo uma
caixa de leite comum com 5cm de altura vai der uma tira de e.v.a. de 0,5 x 0,53 cm.



Cole essa tira envolta da caixa com cola de contato ou cola quente, cuide para que a borda
fique bem certinha, e.v.a.com caixa, se houver alguma diferença deixe para o fundo, e
poderá ser tirada depois. Se sobrar um pouco da tira no final recorte cuidadosamente.


3º Passo 

Coloque a caixa sobre um retalho de e.v.a. para encapar o fundo. Risque exatamente o
tamanho da caixa sobre o e.v.a., recorte onde riscou e cole no fundo da caixa.

Tenha o cuidado de passa a cola bem nas beiradinhas para que não fiquem se abrindo depois.



4º Passo 

A caixa já está encapada, agora vamos decora-la  para ficar mais bonita.
Escolha um molde que lhe agrade, risque corte e monte colando sobre as laterais da caixa. 

Abaixo você encontrará  alguns moldes de figuras para colocar, mas se você preferir
também pode comprar aqueles modelos prontos que se encontra nas papelarias, como
florzinhas, peixinhos, etc. Neste caso, vamos colocar um cachorrinho e alguns traços de
grama com canetinha.



Depois de pronto olha que gracinha que fica! E aí estão outros modelinhos pra você se inspirar.
A hora de pintar vai ser muito mais divertida agora!



M O L D E S


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Senha para abrir o arquivo:   tiapri  

Dez maneiras e estilos para Evangelizar crianças

Postado por Desconhecido em terça, dezembro 6, 2011 Em: Evangelismo
Uma vez que alguém já ouviu as palavras de Jesus “Deixai vir a mim os pequeninos” e já viu os rostos das crianças e a resposta da congregação durante uma mensagem para as crianças, o valor da pregação para os pequeninos é óbvio. Ainda assim, a pregação para as crianças é uma matéria negligenciada nos seminários. Sentimos, por instinto, que a arte de falar com as crianças é diferente da pregação para os adultos. Temos razão, mas ficamos perdidos depois desta conclusão. Quero oferecer algumas sugestões práticas.

Todos sabem que as crianças aprendem de maneiras diferentes dos adultos. Um dia no pré-escolar é diferente de um dia na faculdade. Quando falamos com as crianças é necessário usar os tipos de técnicas de ensino que aproveitam seu estilo de aprendizagem. Por exemplo, as crianças têm a tendência de pensar mais concretamente que os adultos, e por isso muitos tentam pregar para elas usando objetos (apesar do fato de que muitas mensagens assim são abstratas demais para as crianças).

Eu creio, infelizmente, que a maior parte das mensagens para as crianças está viciada no uso de lições com objetos. Quando pregamos para adultos, sabemos que há uma variedade de estilos de pregação para adultos: tópicos, exposição, três pontos, doutrinas, histórias, monólogos, etc. Nós variamos e misturamos nossa apresentação para manter o interesse. Este mesmo princípio se aplica aos sermões para as crianças, apenas usando outros métodos de acordo com o estilo de aprendizagem das crianças. Segue uma descrição de dez estilos de sermões para as crianças que podemos usar.

1) Lição com objetos: Não é o único estilo, mas é um estilo. É quando usamos um objeto comum para ensinar um princípio espiritual. Jesus usou este método. Ele falou sobre cobras, flores, passarinhos etc. Relacionado a este método está o uso de uma atividade para ilustrar um ponto (por exemplo, ensinar a confiar em alguém através da atividade de andar de olhos vendados).

2) História da Bíblia: É possível tentar ser tão criativo que esquecemos o fato de que a própria Bíblia tem muitas histórias interessantes sobre a nossa fé, e que as crianças precisam e gostam de ouvir estas histórias. De vez em quando, eu levo várias gravuras e deixo uma criança escolher a história que será contada.

3) Fantoches:
 Experimente! É fácil usar fantoches caseiros, aproveitando os jovens e/ou adolescentes para ajudar na manipulação deles. Você mesmo pode criar as peças, ou pedir aos jovens para fazerem a peça. Duas pessoas segurando um lençol formam um teatrinho.

4) Flanelógrafo: Pode comprar figuras para flanelógrafo já prontas, ou colar lixa ou feltro ou papel camurça no verso de qualquer figura. Você pode contar uma história, ilustrar uma mensagem, explicar um conceito. Quase qualquer assunto pode ser ensinado com o flanelógrafo.

5) Música: As crianças gostam de cantar, e os adultos gostam de ouvir. Use uma seleção de cânticos ou hinos, para ensinar um conceito ou ilustrar uma idéia. 
6) Explicação dos símbolos da igreja: A igreja está cheia de símbolos que as crianças não entendem. Leve as crianças até o batistério e explique como ele é usado. Mostre a mesa para a ceia e dê uma explicação do seu uso. Aproveite os símbolos e objetos que estão no santuário.

7) Drama: As crianças podem participar da mensagem, enquanto você narra. Uma vez contamos a história de Jesus acalmando a tempestade. Escolhi várias crianças para serem os discípulos. Uma outra era Jesus. Enquanto eu descrevi o que estava acontecendo, as crianças dramatizaram as ações. Os resultados são imprevisíveis, mas também inesquecíveis.

8) Atividades/diálogos: Nestas mensagens, as crianças são incentivadas a pensar e a responder. Jesus usou este método. Lembra quando ele contou a história do Bom Samaritano? Depois ele perguntou: “Quem era o próximo?”

9) Trilha sonora: Estas mensagens são divertidas, mas barulhentas. Você conta a história, e as crianças, ou vários grupos, fazem o som apropriado para acompanhar a narração da história.

10) Celebrações especiais: Este tipo envolve as crianças nos dias especiais na vida da igreja. Por exemplo, para o dia de Pentecostes.

Dicas e princípios para uma boa Didática no Ensino infantil


I - METODOLOGIA 

Os métodos didáticos são os elementos que o professor utiliza para uma boa aula. Cada professor deve assumir uma forma própria de elaborar suas lições e de dar as suas aulas.

Fatores que levam o professor a desenvolver um bom método didático:

1 - LEVAR EM CONTA A IDADE DA CLASSE.

O professor não pode assumir um método de ensino que esteja fora da faixa etária da sua classe. Cada fase da vida está relacionada a certas características e são a essas características que o professor deve estar atento para poder alcançar o êxito esperado. É preciso saber direcionar as aulas dentro desse propósito, para isso, o professor necessita conhecer as características que permeiam a idade da classe que ensina.

2 - SER UM BOM PESQUISADOR. 

É impossível desenvolver uma boa didática se o professor não tem o habito de pesquisar. Não é que a lição não tenha um aparato suficiente para dar uma boa aula, é que ela é muito resumida e requer alguns recursos adicionais.

3 - TER CRÍTICA AUTO-SUGESTIVA. 

Reconhecer que precisa melhorar, que precisa mudar alguns detalhes em sua maneira de dar aula, é um dos maiores obstáculos que impede que o professor alcance um método disciplinar avançado. O professor precisa ter a capacidade de saber criticar a si mesmo, de reconhecer que precisa de ajuda. Achar que não precisa pesquisar, que não precisa participar de reuniões, que é só abrir a lição e pronto tudo está feito, é um equivoco crucial para o impedimento do crescimento de qualquer professor. O professor deve, acima de tudo, olhar a cada dia no espelho e perguntar para si mesmo se é o professor que está alcançando os objetivos necessários.


II - LIÇÃO PROGRAMADA 

Na hora de aplicar a lição da escola bíblica dominical, geralmente, o professor encontra alguns empecilhos que requerem de si um certo malabarismo. A lição programada, feita em casa, ajuda a eliminar esses empecilhos, isso porque o professor cria um programa com começo, meio e fim. A lição programada é o controle que o professor tem sobre sua lição, a capacidade de assimilar e associar dentro de qualquer tempo. Uma lição programada é feita com:


1 - OBJETIVOS DEFINIDOS. 

A falta de objetividade é o momento em que o professor parece não saber o que está fazendo, como se estivesse perdido. O objetivo é quando o professor sai de casa para a classe de aula sabendo exatamente o que vai fazer, e certo dos alvos que vai alcançar.

2 - RASCUNHOS. 

Muitas vezes a lição não é dada dentro do tempo previsto porque o professor ensina cada ponto da lição em apreço, independentemente, como se cada um fosse um assunto particular.
Antes da aula é preciso que se tenha uma visão panorâmica de toda a lição, então, se faz um rascunho ou esboço com os pontos que definem categoricamente cada tópico.

III - NOÇÃO 

1 - O PROFESSOR PRECISA TER NOÇÃO:

A - Do Tempo

Noção de tempo na hora dar a aula é como um pedestre no momento de atravessar a rua, ele olha para a avenida que vai cruzar e que vê que não muito longe vem se aproximando um carro, ele faz um calculo preciso entre a distância e o tempo, ao fazer essa comparação, ele sabe se atravessa ou não. Assim também deve ser na classe de aula, o professor precisa comparar o tamanho da lição e o tempo e, então, procurar o meio certo para efetivar toda a lição.

B - De funcionamento

Noção de funcionamento é a capacidade que o professor tem de analisar a condição de sua classe, encontrar as deficiências e efetuar a cura.

C - Das prováveis questões que geram discussões.

O professor da EBD não é aquele que domina todas as ciências, mas aquele que está apto a responder pelo menos as questões mais embaraçosas. Tome conhecimento das questões mais grotescas em nosso meio e procure as respostas definitivas.
O professor deve estar apto a responder questões como: Divórcio (O que é, porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem), Homossexualismo (Porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem, como vencer, como lidar), Drogas, pais e filhos, questões políticas, questões sociais, conflitos emocionais, entre outras coisas. Se o professor procurar estar esclarecido sobre os temas corriqueiros em nosso meio, nenhuma pergunta o surpreenderá.

IV - AFINIDADE LITERÁRIA 

O conhecimento do professor se baseia naquilo que ele lê. Esse conhecimento pode ser limitado, ou pode atingir proporções inesperadas se o professor ousar adquirir as mais variadas informações das melhores fontes possíveis.

A - Literatura:

- Brasileira (Ajuda a desenvolver a interpretação de texto, leitura e escrita).
- Romance policial (Ajuda a desenvolver o argumento e o raciocínio)
- Clássica (Ajuda a conhecer as épocas, entender os pensamentos religiosos e culturais).

B - Filosofia:

- Clássica (Ajuda a compreender as questões da humanidade e as respostas fornecidas pelos filósofos gregos e de épocas).
- Atual (Ajuda o professor a descobrir qual o pensamento moderno e suas soluções mais atuais para os problemas humanos).

C - Periódicos:

- Revistas de informações gerais (Trazem os acontecimentos e fatos que o professor precisa conhecer. Revistas de informações específicas: Ciência, religião, curiosidades (Ajudam o professor a conhecer questões interessantes que podem ajudar em suas lições).
- Jornais (Ajuda o professor a estar por dentro da situação política, econômica e social da sociedade).

D - Teologia:

- Livros de teologia clássica (Martinho Lutero, Calvino, Santo Agostinho, entres outros)
- Teologias sistemáticas (É importante que o professor tenha em casa livros de teologia sistemática de escritores diferentes)
- Livros devocionais (Ajudam no desenvolvimento da oração, devoção e louvor).

E - Material de pesquisa: - Enciclopédias (Teologia, cultural e informações gerais) - Dicionários (Evangélico, católico, latim, grego, hebraico e secular) - Internet e suas múltiplas opções de aprendizado. Acesse principalmente - F - Bíblias: De estudos diversas (Auxiliam o professor com suas notas e estudos). ( Bíblia de Estudos Pentecostal mais completa )

V - ARGUMENTAÇÃO Argumentar é saber colocar as idéias a respeito de um determinado assunto, de maneira que se obtenha êxito naquilo que se está enfatizando. Mas para o professor ter sucesso em seus argumentos, precisa de total conhecimento sobre o assunto que vai defender. O âmago da argumentação é a pergunta e a resposta, por isso, para desenvolver a argumentação nada melhor do que perguntar e em seguida responder ao tema da lição.

VI - PSICOLOGIA DIDÁTICA 

1 - PSICOLOGIA APLICADA A SI MESMO - O TEMPERAMENTO DO PROFESSOR. 


A - Manter o equilíbrio quando a opinião de alguém discorda do que está sendo ensinado. B - Estar apto a responder a qualquer questão e não criar subterfúgios, não dar qualquer resposta por pura pressão. C - Ser sincero com os seus alunos, se não consegue responder a alguma pergunta, tente pelo menos reconhecer isso e procure melhorar sua condição de professor pedindo para numa próxima oportunidade dar sua resposta, a fim de evitar eventuais situações desconcertantes.

2 - PSICOLOGIA APLICADA À CLASSE DA EBD
.

A - Saber passar lições de vida em cada lição. O professor precisa orientar bem os seus alunos a esse respeito. Na classe dos adolescentes, eles precisam extrair lições de vida, descobrir do professor orientações que os ajude a vencer certas perturbações. Dessa forma, o professor da classe dos casais precisa saber empregar lições de vida para os seus alunos: o valor da família, moralidade, e assim por diante. O professor de cada tipo de classe na escola precisa saber direcionar sua lição para aplicações de vida pessoal de cada um.

B - Saber passar lições espirituais. É necessário que o aluno não só conheça as histórias bíblicas na aula, mas que o aproveitamento seja realmente prático. O objetivo da escola bíblica dominical é exatamente este: crescimento espiritual. Um aluno nunca pode voltar para casa insatisfeito com as respostas dadas pelo professor, pelo contrário, em cada aula, o aluno deve se sentir satisfeito por confiar na palavra do professor, pois está certo de que ele tem noção do que está falando.

VII - CRIATIVIDADE 

Ser criativo significa ter idéias e projetos audaciosos. Se o professor não é tão criativo ele pode recorrer a outros professores e compartilhar de suas idéias. Ser criativa envolve:

1 - ATUALIZAR A CLASSE COM INFORMAÇÕES DO MEIO EVANGÉLICO E SECULAR. 

Para que isso aconteça, o professor deve estar a par dos acontecimentos nacionais e internacionais. É importante que a lição não se detenha apenas ao seu conteúdo, mas atinja, através do professor uma dimensão bem pessoal da vida do aluno. (Jornal de TV é um resumo bem interessante de notícias atuais)

2 - LEVAR O ALUNO A PARTICIPAR ATIVAMENTE DAS AULAS. 

O grande problema de certos professores é que somente ele se acha responsável pela aula, mas se mudar de idéia e começar a perceber que deve interagir com o aluno nas aulas, aí o resultado será óbvio, o sucesso! A maneira de se eliminar conversas paralelas e dúvidas na classe é ganhar a confiança do aluno, ele precisa respeitar o professor, mas, também precisa ter liberdade para participar.

3 - CRIAR DINÂMICAS.

Hoje em dia está muito fácil de se criar dinâmicas na classe de aula, o professor só precisa ter humildade para buscar recursos externos como, navegar na internet, pedir idéias a outras pessoas, ou conversar com os alunos. O certo é que dinâmicas tornam as aulas mais envolventes e além de garantirem a participação do aluno, sempre o mantém satisfeito com a EBD, pois o ensino lhe é fixado na memória.

ÉTICA DISCIPLINAR 

AOS PROFESSORES E DIRETORES.

I - DISCIPLINA

1 - DISCIPLINA QUANTO ÀS REUNIÕES GERAIS.

Quem trabalha em qualquer área da EBD precisa compreender que sua participação nas reuniões gerais é de suma importância, uma vez que são nestas reuniões que são discutidas as questões relacionadas ao seu departamento.

2 - DISCIPLINA QUANTO À ORGANIZAÇÃO DOS SEUS RELATÓRIOS.

São os relatórios que demonstram como está andando a EBD em cada congregação. O responsável geral, por meio dos relatórios, pode ajudar ao diretor e ao coordenador a administrarem suas respectivas áreas. Um professor que não consegue organizar e entregar seus relatórios demonstra uma deficiência em sua administração, visto que essa parte é a mais simples na função que desenvolve.

3 - DISCIPLINA QUANTO A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A - Aos diretores.

O diretor da EBD não pode ficar levando o departamento de qualquer maneira. Tem muitas congregações onde a escola bíblica é totalmente desorganizada, com freqüência baixa dos alunos, classes amontoadas, horários irregulares, professores despreparados, entre tantos outros problemas. O diretor deve reconhecer quando o departamento que dirige estiver deficiente, porque só quando ele reconhece que tem deficiência é que ele poderá ir a busca da cura, ou solução.

B - Aos professores.

A classe da escola bíblica é o lugar de trabalho do professor, é o seu ambiente de relacionamento com os seus alunos, se alguma coisa de errado estiver ocorrendo, é aqui onde mora o problema: na organização. Se os alunos não estão freqüentando as aulas como deviam, ou o professor já ouve murmúrios de que as suas aulas não estão alcançando o esperado, então, é melhor se localizar e recorrer aos meios de sanar possíveis impedimentos em sua didática, ou forma de ensinar.

4 - OBSTÁCULOS QUE IMPEDEM O PROFESSOR DE SER DISCIPLINADO.

• Preguiça (de ler, de ir às reuniões, de participar efetivamente nas programações do departamento).
• Falta de senso de responsabilidade. Isso acontece quando o diretor ou o professor não consegue perceber a importância de sua função.
• Ignorância (ou seria ingnorância? - Não aceita correção, não precisa de seminários e nem de reuniões, não muda seus princípios).
• Falta de tempo. Muita gente realmente não tem muito tempo, muita gente, no entanto, usa isso como desculpa para justificar sua omissão, pois o tempo somos nós mesmos que programamos.

II - RELACIONAMENTO

1 - AOS PROFESSORES.

A - Relacionamento do professor com o seu diretor. Se o relacionamento do professor de uma classe dominical com o seu diretor está, de certa forma, afetado por alguma coisa, seja indiferença, desacordo ou falta de diálogo; conseqüentemente, todo o departamento sofre com isso. É por meio do bom relacionamento com seu diretor que o professor poderá discutir sobre a falta de material em sua classe, os problemas de má localização de sua classe, limitação didática e outras coisas mais.

B - Relacionamento do professor com o aluno. A classe de aula da EBD é formada por pessoas de vários comportamentos, como aqueles alunos com dificuldade de assimilação, ou aqueles que se acham extremamente inteligentes, ou ainda, aqueles que vão as aulas para encontrar os amigos, outros que sempre discordam de tudo, entre tantos outros comportamentos. Tudo isso mostra a responsabilidade que o professor da EBD tem e o quanto é importante que esse professor conheça a sua classe, para saber como lidar com seus alunos. Muitos professores não se importam com isso, o que realmente importa é apenas cumprir o programa. O professor que tem um bom relacionamento com a classe de aula é aquele que consegue perceber o grau de aproveitamento de suas aulas. O grande problema com alguns professores é que eles não conseguem interpretar o meio em que trabalham, em outras palavras, não sabem se a classe está satisfeita ou insatisfeita com as suas aulas, se está participando do desenvolvimento dos seus alunos ou não. O bom relacionamento de um professor com sua classe é definido quando se pode constatar que os alunos desta classe estão crescendo espiritual, moral e socialmente.

C - Relacionamento do professor com o seu pastor. O bom relacionamento do professor com seu pastor não pode ser construído sob o medo da comunicação entre ambos. O que o professor deve fazer é respeitar o seu pastor. O professor deve ser sempre sincero ao informar seu pastor sobre as ocorrências ao exercer sua função.

2 - AOS DIRETORES.

A - O Relacionamento do diretor com o seu pastor. Em muitas igrejas é comum o pastor não concordar com os métodos de trabalho do diretor e o diretor não gostar da maneira como o pastor o critica ou deixa de ajudá-lo. Esses pequenos empecilhos entre o diretor e o pastor comprometem muito o departamento, uma vez que o desacordo se reflete nas programações estabelecidas pelo diretor.

B - Relacionamento do diretor com o responsável geral. O diretor só poderá executar com êxito a sua função se o seu relacionamento com o responsável geral estiver bem. O diretor não pode deixar de participar das reuniões e nem deixar de prestar relatórios da Escola Bíblica Dominical de sua congregação. Infelizmente, muitos diretores não têm um relacionamento estreito com o responsável geral, alguns, chegam até a agir com total indiferença, como se não levassem a sério o departamento e sua estrutura funcional. A solução para isto é participação em reuniões gerais ou setoriais.

III - PREPARACÃO O que leva professores despreparados a estarem atuando nas classes de escolas bíblicas dominicais? - Será a displicência dos próprios professores, que quando assumiram a classe demonstravam capacidade e depois relaxaram não agindo mais com responsabilidade? - Será que certos diretores não conseguem distinguir entre um professor capacitado e outro indisciplinado? De qualquer forma, o que interessa saber é que um professor precisa de preparação para pode atuar na EBD. O objetivo do ensino é formar caráter, influenciar, dar instrução e se o professor não está à altura de atingir esses objetivos o resultado não é outro, senão, a insatisfação da classe e a falta de crescimento teológico e espiritual. O professor deve ter preparação:

1 - PSICOLÓGICA.

A preparação psicológica é necessária à vida do professor, porque diante das mais ousadas perguntas ou colocações ele deve manter o caráter de alguém que está apto a responder, ou pelo menos saber lidar com qualquer situação. Um professor não pode ser destemperado, e nem deixar que suas emoções extrapolem suas ações. O professor preparado psicologicamente age com moderação e segurança.

2 - ESPIRITUAL.

As aulas de um professor da EBD não podem se deter apenas a questões racionais. O professor está diante de uma classe para dar crescimento espiritual aos alunos, se ele não tem essa espiritualidade como poderá repassá-la? Como poderá falar de uma coisa que não vive?

3 - PEDAGÓGICA

O professor além de sua espiritualidade e equilíbrio psicológico, necessita de preparo pedagógico. O método, o objetivo, a forma como passa a lição, tudo isso tem relevância quando levamos em conta a responsabilidade que este professor está subordinado: O ensino!

IV - A SECRETÁRIA (O) DA EBD

A secretária (o) da EBD é a pessoa com quem o diretor pode contar, é quem organiza e dá saídas para o diretor no que tange ao andamento do departamento. A falta de comunicação entre o diretor e a secretária(o) gera problemas como a não entrega dos relatórios mensais e a falta de organização do departamento. A função de secretária parece simples, mas quando estamos falando em EBD, não há nada de insignificante nesta tarefa, pelo contrário, tudo é de grande responsabilidade. A secretária deve ser exclusiva da EBD, se possível, nunca sendo responsável pelas compras da EBD, pois está em contato direto com os professores e não poderia gerir bem esta situação (Compras devem ser direcionadas ao diretor para pesquisa de preços e prazos).

Fonte:IGREJA EVANGÉLICA BETEL

Ajuda aos pais e professor de ebd

Sete necessidades da Criança

Postado por Tia Pri Evangelismo Infantil em sexta, fevereiro 3, 2012 Em: Educação Infantil


1.      AS CRIANÇAS PRECISAM DE UM SENTIDO, DE SIGNIFICADO

Os seres humanos necessitam ser notados, apreciados e amados como são, caso devam ter um sentido de significado. Não conseguiremos viver conosco mesmos se sentirmos que não temos valor ou se gostamos de nós mesmos.
De que forma podemos desenvolver este senso de significado?
1.      Investir  no relacionamento conjugal, demonstrando amor um pelo outro diante dos filhos.
2.      As crianças não devem ser o centro de nossas atenções.
3.      As crianças devem ser respeitadas em seu processo de maturação, não podem ser forçadas a alcançar posições superiores às suas possibilidades.
Atitudes dos pais que podem gerar complexo  de inferioridade  nos filhos:
ü  elogios freqüentes a um dos irmãos;
ü  ferir o auto-respeito;
ü  exposição da criança ao ridículo, sarcasmo, zombaria, desprezo.
   Como  construir um sentido de significado?
ü  Elogiar a  criança pelos seus pequenos serviços  e  atitudes. Como diz Bruno Bettelleim : “A convicção sobre o próprio valor só pode resultar do sentimento que a pessoa tem de que seu trabalho é importante e que ela se desempenha bem dele.”
ü  Apresentar a criança a outros pelo nome.
ü Permitir que a criança fale por si mesma quando alguém lhe faz perguntas.
ü  Respeitar as opiniões e sentimentos da criança.
ü  Passar mais tempo com a criança, dando a devida atenção.
ü  Confiar nelas para que desenvolvam um senso de dignidade.

2.  AS    CRIANÇAS   PRECISAM    DE   SEGURANÇA

Condições  que  criam  insegurança:
1.  Conflitos mal-resolvidos entre os pais que não sabem lidar com as diferenças de opinião.
2.  Mobilidade constante traz dificuldades de ajustamento aos novos locais e pessoas.
3.  Falta de disciplina, de limites estabelecidos.
4.  Ausência  dos pais em casa.
5.  Críticas freqüentes provocam sentimento de fracasso e incompetência.
6.  Pais que dão presentes e dinheiro, mas não dispõem de tempo, nem demonstram amor pelos filhos.
7.  Insegurança e ansiedade dos pais.
     Condições  que  criam  segurança:
1.  Harmonia, lealdade e comprometimento dos pais em seu casamento.
2.  Certeza do amor dos pais que se concretiza em gestos de afeto.
3.  União na família, para o alcance de metas, gera o senso de estabilidade.
4.  Manutenção da rotina, horário habitual para as refeições e sono.
5.  Disciplina administrada de forma amorosa.
6.  Administração de toque (abraços, colo, carícias, beijos etc.)
7.  Sensação de pertencimento para sentir-se aceita, valorizada e digna de valor.

3.  AS  CRIANÇAS  PRECISAM  DE  ACEITAÇÃO

Assim como a saúde do corpo depende da alimentação e de exercícios físicos adequados, a saúde emocional depende da auto-estima, senso de utilidade, aceitação e valorização.
Por que  as  crianças  sentem  falta  de  aceitação?
ü  Críticas constantes que geram sentimentos de fracasso, rejeição e desajustes.
ü  Comparar a criança com outros, em nível de desempenho e competências.
ü  Querer que as crianças atendam às expectativas da juventude dos pais.
ü  Superproteger a criança faz com que se sinta incapaz de realizar tarefas.
desenvolvam. Manter expectativas frustradas, revelando-as aos seus filhos.
O que dá lugar ao sentimento de aceitação?
ü  A criança deve ser tratada e apreciada como única, ter certeza de que é amada do jeito que é.
ü  Auxiliar a criança a descobrir o prazer de realizar algumas atividades.
ü  Permitir que a criança descubra que é amada, desejada e apreciada.
ü  Aceitar as amizades do filho.
ü  Manter a sinceridade e não ter receio de revelar suas fraquezas.
ü  Ouvir os filhos com o coração.
ü  Valorizar o filho, tratando-o como uma pessoa de valor.
ü  Contribuir

4. AS   CRIANÇAS   PRECISAM   AMAR   E   SER   AMADAS

“A suprema felicidade da vida está na convicção de que somos amados.” (Victor Hugo)
A forma como estendemos amor a nossos filhos afetará profundamente  a  nossa  forma  de  nos relacionarmos com os outros. Amar e ser amado produz a sensação de pertencimento que produz a segurança necessária para enfrentar a vida.
Seus filhos sabem que são amados?
ü  Aprendemos a amar, pois nascemos com capacidade para isto. Correspondemos ao amor que nos é demonstrado.
ü  Ensinamos o nosso filho acerca do amor de Deus e da beleza do sexo quando expressamos, diante dEle, o amor pelo cônjuge.
ü  Demonstramos o amor quando o comunicamos através de palavras e de gestos.
ü  Amamos quando revelamos o prazer que sentimos na companhia do outro.
ü  O amor é demonstrado quando demonstramos que confiamos nos nossos filhos.
ü  Ouvir os filhos é uma das melhores formas de amá-los e termos a certeza de que seremos ouvidos no futuro.
ü  Este nobre sentimento contribui para compartilharmos experiências, as quais promovem  a união, compreensão e comunicação.
ü  Quem ama, constrói relacionamentos francos e confortáveis, atentando para a verdadeira identidade da criança.
ü  As pessoas amadas sabem que são mais importantes que as coisas.

5.  AS  CRIANÇAS  PRECISAM  DE  ELOGIOS

Tornamos as pessoas belas quando as louvamos e encorajamos com sinceridade. Precisamos de calor e ternura para mudar para melhor. Os nossos problemas de identidade são causados pelas críticas. O elogio não estraga a criança. Mas, se ela não o receber, passará a buscá-lo de forma errônea.
ü  Deve-se elogiar o desempenho da criança e não a sua personalidade, sempre apontando para o progresso e evolução da criança.
ü  O louvor deve ser dado pelas pessoas que ocupam uma posição privilegiada no cotidiano da criança. Dessa forma, se promoverá a generosidade, iniciativa e cooperação.
ü  O elogio deve ser sincero.
ü  A criança deve ser elogiada pelas ações de iniciativa própria.
ü  As atitudes dos pais são tão importantes quanto as palavras de ânimo.

6.  AS   CRIANÇAS   PRECISAM   DE   DISCIPLINA

Disciplinar a criança exige sabedoria, paciência e persistência. Não basta haver amor por parte dos pais. Os sentimentos de cordialidade, afeição e amor devem ser temperados com conhecimento, compreensão e auto-controle. Se a criança tiver liberdade ilimitada, certamente se assustará e se tornará insegura. A verdadeira liberdade será  alcançada quando houver limites. Estes limites devem ser bem compreendidos e colocados em prática.
“1. Definição  de  disciplina. A disciplina é no geral definida como castigo  que produz obediência. Este conceito é muito limitado. A palavra disciplina deriva de discípulo. Tanto disciplina como discípulo têm origem no termo latino para pupilo, significando instruir, educar e treinar. A disciplina envolve a modelagem total do caráter da criança, encorajando o bom comportamento e corrigindo aquele que é inaceitável. O castigo é a parte da disciplina que fornece uma restrição curta e temporária.
O castigo do mau comportamento não produz automaticamente o bom comportamento. A disciplina inclui também a responsabilidade dos pais em obter, encorajar, construir o bom comportamento em substituição ao mau. A disciplina inclui tanto o cultivo como a restrição – dois elementos necessários para a vida. Um bom jardineiro cultiva e poda suas plantas a fim de obter bons frutos. As ervas daninhas florescem naturalmente sem cuidado especial. Treinamento é o que devemos fornecer a nossos filhos. Ao encarar a disciplina nesses termos mais amplos, compreendemos que os métodos a serem aplicados podem variar muito mais do que pensamos geralmente. A disciplina inclui tudo que um pai faz ou diz para ajudar seu filho a aprender e desenvolver-se na direção da maturidade.
2. Propósitos da disciplina. Os pais devem perguntar continuamente a si mesmos:’Qual o objetivo final que desejo alcançar no treinamento de meus  filhos?’
3. Métodos de disciplina. A reação da criança à disciplina dos pais tem muito mais significado do que o método usado.”[1]

      Os métodos de disciplina podem ser resumidos em três categorias:
a)   Regulamento – estabelecimento de regras.
b)   Imitação – o modelo da criança está nas ações dos pais, do que são, fazem e dizem.
c)    Inspiração – resultante da felicidade e satisfação dos pais.
A disciplina e o controle só vão funcionar quando há estrutura  de bons  sentimentos, afeição e alegria.
Os cinco princípios de disciplina do  Dr. James Dobson:
1.  Desenvolver respeito pelos pais, atentando para os seus princípios religiosos.
2.  Reconhecer que a comunicação no geral melhora depois do castigo.
3.  Controle sem implicância.
4.  Não saturar o filho com excessivo materialismo.
5.  Evitar extremos no controle e no amor.

7.  AS   CRIANÇAS  PRECISAM  DE   DEUS

As primeiras orientações bíblicas para os pais estão em Dt 6. 6-8.
- Os pais devem ter, em primeiro lugar, comunhão com Deus: conhecer o caminho, mostrá-lo e seguir através dele. A compreensão do amor de Deus, misericórdia, perdão, aceitação e a verdade da Palavra de Deus resultarão do relacionamento familiar.
- O treinamento religioso é responsabilidade direta dos pais. A colaboração e encorajamento dos pais são os pré-requisitos para o desenvolvimento espiritual da criança na igreja.
Observando o texto bíblico de Sl 78. 1-8, verificamos os três propósitos da instrução:
1.  depositar fé em Deus;
2.  lembrar-se das obras divinas, guardando os seus mandamentos;
3.  impedir o descontrole, teimosia e rebeldia.
- A instrução deve ser constante, contínua. Até os quinze anos, a criança normal pode fazer até 500.000 perguntas. A ausência de ensino sobre Deus pode expor a criança a toda sorte de falsos deuses e filosofia.
- A maior parte da orientação é comunicada através do exemplo.
Este texto é uma síntese do livro:
DRESCHER, John, M. Sete necessidades básicas da criança. Trad. Neyd Siqueira. 12. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
Colaboração para o Portal EscolaDominical : Profa. Amélia Lemos Oliveira.

Bibliografia
John M. DRESCHER, Sete necessidades básicas da criança, p.82-3